sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Cabeçote do RX

O Ânodo e o catódo ficam acondicionados no interior desse invólucro fechado (tubo).  Além de desempenhar as funções de isolante elétrico e de suporte estrutural para o anodo e catodo, o sistema de encapsulamento serve para manter o vácuo no interior do tubo.  A presença de ar dentro do tubo é indesejável, pois, além de interferir na produção de raios X, permitiria que eletricidade percorresse o tubo, na forma de pequenos raios e centelhas, danificando o sistema.

Os raios X são radiações da mesma natureza da radiação gama (ondas eletromagnéticas), com características semelhantes. Só diferem da radiação gama pela origem, ou seja, os raios X não são emitidos do núcleo do átomo.

Os raios X são radiações de natureza eletromagnética, que se propagam no ar (ou vácuo). Essa radiação é produzida quando ocorre o bombardeamento de um material metálico de alto número atômico (tungstênio), resultando na produção de radiação X por freamento ou ionização.

 O ânodo (+ positivo) consiste em um anteparo (um pequeno pedaço de tungstênio) colocado em um bloco de cobre em face angulada que permite a dissipação do calor. A razão deste tipo de construção é a geração de calor pelo processo de criação dos raios X. O tungstênio suporta temperaturas que vão até 3340 °C. Além disso, possui um razoável valor de número atômico (74) o que é útil para o fornecimento de átomos para colisão com os elétrons vindos do catodo (filamento).
Existem dois tipos de  ânodo: anodo fixo e anodo giratório.
Os tubos de ânodo fixo são  usualmente utilizados em máquinas de baixa corrente, tais como: raio-X dentário, raio-X portátil, máquinas de radioterapia, raio-X industrial, etc.
Os de ânodos giratórios são usados em máquinas de alta corrente, normalmente utilizadas em radiodiagnóstico.
O ânodo tem as seguintes finalidades: formar o caminho elétrico, servir de suporte  para o alvo e como elemento condutor de calor.
O dispositivo focalizador aponta o feixe de elétrons para a área focal no anteparo. A alta voltagem (Kilovoltagem, kV) conectada entre o cátodo e o ânodo acelera os elétrons do filamento negativo para o anteparo positivo. É também referida como kVp ou Kilovoltagem pico.
A corrente (miliamperagem, mA) flui do cátodo para o ânodo. É a medida da quantidade de elétrons que estão sendo acelerados. Um revestimento de chumbo absorve os raios X não desejáveis como uma medida de proteção à radiação, uma vez que os raios X são emitidos em todas as direções.
Óleo circundante facilita a dissipação o calor. Quando esse óleo vaza há uma condensação e a consequente perda da ampola.

O controle do foco fino-foco grosso é feito por uma chave que escolhe ou um ou outro filamento. Para evitar que se coloque grandes correntes em foco fino (o que poderia  danificar o ânodo), um mesmo comando seleciona a corrente e o foco simultaneamente (as duas chaves são acopladas mecanicamente).



o tubo giratório teria cerca de 200 vezes mais área do que o tubo fixo.
ânodo mamografia
Os tubos para mamografia utilizam anodos de molibdênio (Z=42), que tem um número atômico intermediário, e, portanto, produzem fótons de energia menores, mais adequados à baixa densidade do tecido mamário.

Ponto Focal
 Ao selecionar-se um tubo de raios X para uma determinada aplicação específica, a principal característica que deve ser observada é o tamanho do ponto focal.
Tubos com pontos focais pequenos são os mais indicados quando  é essencial gerar  imagens de alta qualidade que permitem boa visibilidade de pequenos detalhes e também quando houver necessidade de menores quantidades de raios X. é o caso da mamografia compressiva localizada ou da magnificação.

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